Autor Tópico: Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo  (Lida 205 vezes)

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Offline mcamillo

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Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Online: Dezembro 06, 2017, 09:34:20 pm »
Salve a todos,

No mês passado consegui arranjar tempo para fazer a viagem que sempre planejei mas nunca conseguia tirar do papel, e como o destino é do interesse de muitos, o objetivo desse tópico é compartilhar a experiência e estimular outros a pegarem a estrada.

Fomos em 4 motos, sendo 2 Ultra, 1 SG e 1 Softail, saindo do litoral de Santa Catarina com destino a Viña del Mar, onde nos dias 8, 9 e 10 participamos do encontro organizado pelo pessoal do Chile, fazendo o roteiro pelo Atacama e voltando por Mendoza. Nesse meio tempo ainda consegui me organizar aqui em casa para curtir 7 dias de estrada com a patroa (que desde que minha filha de 8 anos nasceu não tinha mais viajado na garupa), e rodamos Santiago-Viña-Mendoza.

O roteiro que fizemos foi mais ou menos o seguinte: https://goo.gl/maps/whekSfN2gAn

1- Joinville a Foz do Iguaçu - 750km
Pegamos a estrada às 6h do dia 30/10, chovia pouco se comparado ao que a previsão indicava, e nos encontramos no posto Rudnick às margens da BR 101, sendo que 2 tinham saído de Balneário Camboriú e outro de Itajaí.

O trecho até Foz já era conhecido de todos, mas no contorno de Curitiba pegamos um trânsito dos infernos e o jeito foi seguir pelo corredor até o início da BR 277, que tem pista simples, asfalto bom e muito pedágio. Sorteamos um que arrecadou R$50,00 dos demais e foi pagando os pedágios, o que sempre agiliza um monte as paradas.

Apesar da autonomia maior das tourings, geralmente abastecíamos a cada 200km-250km, onde já se aproveitava para beber/comer alguma coisa e ir ao banheiro (o que se repetiu durante toda a viagem).

De Guarapuava em diante a chuva parou e chegamos em Foz no final do dia.

2- Foz do Iguaçu a Presidência Roque Saenz Peña/AR - 792km
Acordamos cedo e às 7h fizemos a Aduana para Puerto Iguaçu/AR. Com toda a documentação na mão (passaporte, documento das motos no nome dos condutores e Carta Verde) os trâmites foram rápidos e logo fomos liberados.

Dali seguimos pela RN12 até Corrientes e cruzamos a ponte para Resistência, com a cautela de sair da pista expressa já na primeira rótula e seguir pela via lateral até embaixo da ponte para só então retornar e cruzar o rio. Esse ponto já é manjado e a polícia fica de olho para pegar os desavisados. Para quem quiser marcar no GPS a coordenada do ponto exato do retorno é: -27° 28.410', -58° 51.275'

3 - Presidencia Roque Saenz Peña/AR a Salta/AR – 656km
Nesse dia cruzamos o Pampa del Infierno na província do Chaco. Muito calor, vento e uns 100km de pista ruim, buraqueira mesmo, coisa rara na Argentina. Nesse trecho também tem muitos animais cruzando a pista e quase nenhuma infraestrutura, então o cuidado tem que ser redobrado.

A viagem transcorreu sem problemas e chegamos em Salta à tarde, onde ficamos o outro dia inteiro. A cidade tem forte influência da colonização espanhola e é terra das empanadas salteñas, vale a visita.

4- Salta/AR a San Pedro de Atacama/CH – 600km
Talvez esse tenha sido um dos dias mais bonitos e desafiadores de estrada. Fazia calor na saída de Salta, paramos em Purmamarca para fotos e começamos a subir sentido Paso de Jama. Asfalto perfeito, curvas intermináveis e um visual alucinante. Esse é um dos dias que dá vontade de parar a toda hora para bater fotos e curtir a paisagem.

Conforme a altitude ia subindo o vento foi aumentando e a temperatura baixando, e quando nos aproximamos do ponto mais alto (4.800m de altitude) a temperatura estava em 2ºC e a sensação térmica em uns -10ºC. Deu também para sentir os efeitos da altitude e o porque de se tomar o chá e mascar as folhas de coca. Ajuda mesmo.

Os “Pasos” da Cordilheira dos Andes merecem respeito. As condições climáticas são extremas e variam demais de um dia para o outro. Não dá para dar bobeira no planejamento da viagem para ter tempo de contornar algum imprevisto que eventualmente aconteça.

A Aduana para o Chile estava vazia e também foi tranquila e chegamos em San Pedro no final da tarde.

Tudo parecia bem mas na entrada da cidade comecei a perceber a moto “sambando” e quando olhei vi o pneu traseiro já “borrachudo”, “meia bomba”. Acho que com o forte vento não percebi o momento exato que furou para dar tempo de usar o spray da motul e disparei para a borracharia.

Chegando lá o borracheiro, que falava um espanhol misturado com um dialeto, mandou um “você tira a roda e eu conserto”. Porra, embora eu carregue sempre um kit de ferramentas (não tão completo como o do tio Russo kkk), e já tivesse acompanhado algumas vezes trocarem o pneu da minha moto, nunca tinha feito sozinho. Mas não tinha outro jeito, meti a mão na graxa. Depois de tirar a roda e desmontar o pneu a surpresa: não dava para consertar a câmara e pra comprar outra tinha que ir a Calama, que fica a 100km de San Pedro, e só ia dar pra fazer alguma coisa no dia seguinte, porque já passava das 18h.

Tirei a bagagem da moto e deixei ela lá sem a roda traseira equilibrada em uns tocos de madeira e fui pro hotel de carona com uma boa alma que apareceu por ali e se sensibilizou com a minha situação. De lá acionamos alguns contatos que tinhamos no Chile e um harleyro de Calama nos recebeu lá e procuramos a câmara de ar pela cidade. Fomos parar na Yamaha e peguei a última câmara que tinha, e ainda assim 17” (e não 16”). Tinha que dar certo! Com a ajuda de uns amigos do Brasil via whatsapp voltamos para a borracharia e consegui juntar o eixo com os espaçadores, o disco de freio e montar a roda, frustrando os fdp da borracharia que só ficavam rindo e tirando onda da minha cara! kkk

Sei que nada é por acaso e essa história me fez tirar várias lições. Tenho essa moto desde 2006 e já rodei bastante com ela, tanto pelo Brasil quanto pela América do Sul, e nunca tinha ficado na estrada, seja com um pneu furado ou qualquer outra coisa, mas sempre tem uma primeira vez e temos que estar preparados: para viagens longas é fundamental usar pneu sem câmara (já estou tentando buscar uma solução) ou pelo menos incluir uma câmara extra para o kit de ferramentas! Outra coisa: impressionante a união e a solidariedade no motociclismo. Recebemos contatos de vários harleyros do Chile, da Argentina e do Paraguai se colocando à disposição e tentando me tirar da roubada. Acabamos conhecendo o José Ramirez, de Calama (que inclusive tem um hotel lá, chama Hosteria Kilantur, caso um dia alguém precise), que nos recebeu super bem e fez toda a correria para a gente.
 
5- San Pedro de Atacama/CH a Antofagasta/CH - 313 km
Devido ao atraso por conta do pneu furado fizemos o passeio para os Geisers del Tatio pela manhã e partimos depois do almoço para Antofagasta. Viagem tranquila e sem contratempos.

6 - Antofagasta/CH a Bahia Inglesa/CH – 472km
Saímos tarde e paramos bastante para tirar fotos. Fomos até a Mano del Desierto e pegamos o trecho do litoral sentido Paposo, Taltal, etc (Ruta 1), com visuais alucinantes do pacífico. Esse trecho é um dos mais complicados em termos de postos de combustível e as paradas tem que ser planejadas. Deixou passar um posto, mesmo que só depois de 150km rodados, fica no meio do caminho (a mesma cautela vale para os dias 3, 4 e 5 acima). Dormimos em Bahia Inglesa para curtir o final de tarde e comer frutos do mar (um balneário pequeno e bem bacana) tomando uma cerveja Kuntzmann torobayo (boa pra caraio!)

7 - Bahia Inglesa/CH a La Serena/CH – 400km
Esse trecho também segue a mesma tocada dos anteriores (estrada boa, pouco movimento e visual incrível), mas já conta com cidades maiores. Chegamos cedo em La Serena para curtir e visitar a loja do Lizandro, que tem uma oficina e vende Harley e Indian (http://www.carmotors.cl/), já que as touring estavam precisando de manutenção (trocar o óleo, pastilhas etc). O preço no Chile é em dólar mas na média se equipara com o Brasil. A cidade é grande, com bons restaurantes à beira mar e até shopping (pra quem gosta).
 
8 - La Serena/CH a Santiago/CH – 472km
Esse dia rodei com o grupo até um ponto da estrada e parti para Santiago para pegar a patroa, enquanto os demais seguiram para Viña. Santiago tem um trânsito caótico e os caras businam para tudo, a sensação é de que vc está fazendo merda a toda hora e estão businando para nós. Abro um parênteses para dizer que em uma viagem dessa, e ainda mais sozinho, o GPS atualizado e com a rota pré-definida é fundamental. Não tive nenhum problema para entrar na cidade e chegar no hotel. A exceção dos demais dias da viagem, que não tínhamos preocupação quanto à estadia, em Santiago fiz reserva em um hotel bacana na região do Pátio Bellavista para poder sair a pé e aproveitar bem a noite.

9 -  Santiago/CH a Vina del Mar/CH – 127km
Acordamos cedo e demos uma volta no cerro San Cristóbal e fomos para Viña del Mar curtir o encontro, onde ficamos 2 dias.

10 - Vina del Mar/CH a Mendoza/Ar – 400km
Um dos trechos mais bonitos da viagem, por onde já tinha passado em 2014. Fosse só por esse dia a viagem já teria valido a pena. Incrível foi a temperatura quente que pegamos, beirando os 30ºC, sendo que em Viña encontramos outros brasileiros que disseram terem pego neve há menos de 1 semana. Levamos quase o dia inteiro para cruzar e paramos várias vezes para fotos da cordilheira, caracoles, etc.

11- Mendoza/AR a Pergamino/AR - 865km
Curtimos Mendoza por 2 dias, com visita a vinícola e restaurantes e de lá a patroa voltou para o Brasil de avião. Pegamos a estrada de manhã cedo e a ideia era tocar até Buenos Aires, porém esse dia o vento tava forte pra kct e só depois, no hotel, acompanhamos os estragos da entrada da frente fria pela Argentina devido ao choque térmico com a onda de calor que estava fazendo (tempestade de areia, granizo, destelhamentos, etc). As motos andavam de lado e sentíamos aquele soco provocado pela cobertura dos caminhões nas ultrapassagens, que lembravam o trecho de Ushuaia.

Outra informação importante aqui é que a Ruta 7 está fechada de Rufino em diante. Com isso, tivemos que subir até a Ruta 8 e seguir até Venado Tuerto, chegando a tarde na cidade de Pergamino, onde só então vimos pelo noticiário do que nos livramos (acabamos, por sorte, contornando a tempestade).

No hotel verificamos que já não havia disponibilidade para pegar o buquebus em Buenos Aires com as 4 motos no horário das 12h e decidimos fazer um caminho alternativo, a partir da dica de um motociclista que encontramos em um posto de gasolina, que daria quase o mesmo tempo de viagem só que com maior deslocamento.

12 - Pergamino/AR a Punta del Este/UY – 793km
Seguimos pela RN 8 até Arrecifes e subimos pela 191, de estrada ruim, para pegar a RN 9 (autopista) até Zarate e depois a RN 12 e 14 até Gualeguaychú. Muito bacana o visual da estrada, cruzando várias pontes sobre o Rio Paraná, que deságua no Rio da Prata. Valeu ter conhecido! Fizemos a aduana em Fray Bentos e seguimos por estradas menores que cruzam o interior do Uruguai até Atlântida, e depois Punta del Este. Fizemos a foto na escultura dos dedos do mesmo autor Chileno que fez a Mano del Desierto em Antofagasta e fomos tomar umas e ver o final de tarde no Moby Dick, boteco maneiro que a galera costuma se reunir.
 
13 - Punta del Este/UY a Joinville - 1340km
Meu alvará já estava vencido e tinha alguns problemas para resolver em casa então sai sozinho de Punta às 4h (o restante do grupo ficou em Punta curtindo o fds). A pista é simples mas sem movimento até Pelotas e depois ganha um fluxo maior até Porto Alegre. Dai em diante começa a pista duplicada e pedagiada e vai embora. Bati meu recorde de quilometragem e cheguei em casa às 20h e depois de 6 paradas de abastecimento.

EM RESUMO:
As distâncias indicadas acima são aproximadas e calculadas via Google maps. Meu odômetro marcou pouco mais de 8700km.

No final das contas foram 19 dias de viagem e não fomos parados nenhuma vez pela polícia, seja argentina, chilena ou uruguaia. Passávamos pelas barreiras e eles só acenavam, mandando tocar em diante. Não sei o motivo, talvez pelo fato de estarmos em 4 motos, talvez porque a reclamação da galera tenha gerado algum resultado via consulado, vai saber...

Como dito acima, viajei com um GPS Zumo 390LM da Garmin. Antes de sair atualizei os mapas do Brasil pelo Projeto Tracksource (http://tracksource.org.br/) e da Argentina, Chile e Uruguai pelo projeto Mapear (http://www.proyectomapear.com.ar/), ambos são gratuitos e muito confiáveis. Fiz os trajetos dia a dia em casa, no PC, programando mais ou menos os pontos de abastecimento, hoteis, etc, e transferi para o GPS pelo software BaseCamp. Já é o meu 2º Garmin (tive um Zumo 550) e vou falar, agiliza um monte a viagem. Claro que nada dispensa uma consulta ao mapa de papel e o bom e velho pedido de informações, mas um GPS na mão é uma mão na roda.

Na Argentina, Chile e Uruguai motos não pagam pedágio, salvo na Província de San Luis/AR e próximo às capitais Buenos Aires e Santiago.

A gasolina do Brasil é a mais barata de todos (também pudera, tá mais para “mijolina”). Na Argentina, pagamos próximo de R$5,00 o litro, e no Chile e Uruguai é mais ou menos isso também, no Uruguai até um pouco mais caro. Minha Heritage é 2006 e não tem sonda, por isso do meio para o final da viagem comecei a sentir aumento de consumo, chegando a fazer 14km/l, talvez por conta da altitude, não sei bem. Depois que entrei no BR e passe a abastecer com a gasolina comum o consumo voltou ao normal.

Em relação ao seguro, contratei com a porto porque foi o melhor custoxbenefício com guincho sem limite de quilometragem e extensão de perímetro para o Chile, que está fora do Mercosul. Além disso contratei o Carta Verde para Argentina e Uruguai e SOAPEX para o Chile. Fiz também um seguro pessoal para o caso de acidente.

Bem, é mais ou menos isso. Desculpem pelo texto longo mas foi o que achei importante dividir com quem está pensando em fazer essa viagem.

Abaixo segue um vídeo que editei.

Abraços!

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6B9AqKrr5Hg" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=6B9AqKrr5Hg</a>



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Offline detton

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #1 Online: Dezembro 06, 2017, 09:40:06 pm »
Parabéns !!

Ótimo relato. Muito detalhado, excelente pra quem quer fazer a mesma viagem.

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Offline Fabiano

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #2 Online: Dezembro 06, 2017, 10:54:04 pm »
Excelente, tô de olho nesse roteiro aí :)

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Dali seguimos pela RN12 até Corrientes e cruzamos a ponte para Resistência, com a cautela de sair da pista expressa já na primeira rótula e seguir pela via lateral até embaixo da ponte para só então retornar e cruzar o rio. Esse ponto já é manjado e a polícia fica de olho para pegar os desavisados. Para quem quiser marcar no GPS a coordenada do ponto exato do retorno é: -27° 28.410', -58° 51.275'

Qual é o problema nesse ponto ? Somente um provável encontro com a amável polícia da Argentina ?

[]s

Offline mcamillo

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #3 Online: Dezembro 07, 2017, 09:00:30 am »
Parabéns !!

Ótimo relato. Muito detalhado, excelente pra quem quer fazer a mesma viagem.

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Valeu Detton!
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Offline mcamillo

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #4 Online: Dezembro 07, 2017, 09:19:58 am »
Excelente, tô de olho nesse roteiro aí :)

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Dali seguimos pela RN12 até Corrientes e cruzamos a ponte para Resistência, com a cautela de sair da pista expressa já na primeira rótula e seguir pela via lateral até embaixo da ponte para só então retornar e cruzar o rio. Esse ponto já é manjado e a polícia fica de olho para pegar os desavisados. Para quem quiser marcar no GPS a coordenada do ponto exato do retorno é: -27° 28.410', -58° 51.275'

Qual é o problema nesse ponto ? Somente um provável encontro com a amável polícia da Argentina ?

[]s

Exato.
Motos não podem circular na pista central que passa por dentro da cidade, como ocorre nas marginais em SP, mas o problema é que lá não tem nenhuma sinalização. E a polícia fica só manjando pra pegar quem por descuido acabar entrando na pista principal.
Veja um relato completo http://tonaestrada.com.br/dica-como-fugir-da-armadilha-na-travessia-corrientes-x-resistenciaarg/

Abs

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Offline Macacofloripa

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #5 Online: Dezembro 07, 2017, 09:31:58 am »
Baita viagem!!!!

Pensando há tempos em fazer um percurso parecido... mas não sairia de SC por Foz do Iguaçu, acho que pelo RS (talvez São Borja)....

mas ainda vou....

Macaco
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Offline Rigoldi

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #6 Online: Dezembro 07, 2017, 12:38:52 pm »
Parabéns! Belo relato, me senti por vários momentos no local. Obrigado por partilhar.
Pretendo fazer um roteiro que passa por vários pontos que vc passou.
Para quem não vai viajar, o turismo que tu relatou é super legal, mas para quem vai, as dicas são o mais importante.
Abraço!


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Offline Thiago Saback

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #7 Online: Dezembro 07, 2017, 01:14:30 pm »
Excelente!!!

Pretendo fazer essa trip no início do ano que vem... algo bem mais enxuto...

Vamos ver se vai dar certo!

Minha RK 2005 tbem apresentou aumento de consumo no Uruguai, Argentina e Chile!

Abs


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Offline mcamillo

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #8 Online: Dezembro 07, 2017, 03:27:29 pm »
Baita viagem!!!!

Pensando há tempos em fazer um percurso parecido... mas não sairia de SC por Foz do Iguaçu, acho que pelo RS (talvez São Borja)....

mas ainda vou....

Macaco

Valeu Macaco!
Sim, São Borja também era uma opção, mas nunca cruzei a fronteira por ali. Em 2014 saí por Uruguaiana. Outra ideia seria ir pela 282 até Dionísio Cerqueira ou mesmo Paraíso, que agora está asfaltado do lado argentino até San Pedro. Mas, apesar dos pedágios, a maioria acabou decidindo ir pela 277 mesmo.

Parabéns! Belo relato, me senti por vários momentos no local. Obrigado por partilhar.
Pretendo fazer um roteiro que passa por vários pontos que vc passou.
Para quem não vai viajar, o turismo que tu relatou é super legal, mas para quem vai, as dicas são o mais importante.
Abraço!

Excelente!!!

Pretendo fazer essa trip no início do ano que vem... algo bem mais enxuto...

Vamos ver se vai dar certo!

Minha RK 2005 tbem apresentou aumento de consumo no Uruguai, Argentina e Chile!

Abs

Obrigado Rigoldi e Thiago!
Caso precisem trocar ideia na hora de montar o roteiro estamos ai!  [beer]

Abs

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Offline Thiago Saback

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #9 Online: Dezembro 07, 2017, 04:08:06 pm »
Baita viagem!!!!

Pensando há tempos em fazer um percurso parecido... mas não sairia de SC por Foz do Iguaçu, acho que pelo RS (talvez São Borja)....

mas ainda vou....

Macaco

Valeu Macaco!
Sim, São Borja também era uma opção, mas nunca cruzei a fronteira por ali. Em 2014 saí por Uruguaiana. Outra ideia seria ir pela 282 até Dionísio Cerqueira ou mesmo Paraíso, que agora está asfaltado do lado argentino até San Pedro. Mas, apesar dos pedágios, a maioria acabou decidindo ir pela 277 mesmo.

Parabéns! Belo relato, me senti por vários momentos no local. Obrigado por partilhar.
Pretendo fazer um roteiro que passa por vários pontos que vc passou.
Para quem não vai viajar, o turismo que tu relatou é super legal, mas para quem vai, as dicas são o mais importante.
Abraço!

Excelente!!!

Pretendo fazer essa trip no início do ano que vem... algo bem mais enxuto...

Vamos ver se vai dar certo!

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Abs

Obrigado Rigoldi e Thiago!
Caso precisem trocar ideia na hora de montar o roteiro estamos ai!  [beer]

Abs
Tava dando uma olhada rápida...
Nunca vi um roteiro que passe pelo norte do Paraguai... Alguém conhece!?!

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Offline eduardo BNU

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #10 Online: Dezembro 07, 2017, 04:21:18 pm »
Olá mcamillo,

Este seu post não poderia ter vindo em melhor hora!! [punk]
Estou com esse mesmo projeto marcado para abril/2018.
Sairemos em 2 motos de Blumenau/SC,  mas faremos o sentido contrário ao seu.
A idéia é sair por São Borja, passar por Códova, Mendoza, Vina del Mar, aí subir em direção a San Pedro de Atacama.
Nosso roteiro fechou em 19 dias.

Muito boa a dica da oficina em La Serena, será um bom lugar p/ fazer uma troca de óleo...
Outra dica importante foi essa sobre a avenida em Corrientes onde não se pode trafegar de moto! Acredito que, mesmo vindo no sentido contrário ao seu, vou ter que me atentar a esse detalhe tb, certo?

Valeu pelas informações, e provavelmente ainda irei te incomodar com algumas perguntas nos próximos meses. Hehehe.






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Offline mcamillo

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #11 Online: Dezembro 07, 2017, 06:55:48 pm »
Citar
Tava dando uma olhada rápida...
Nunca vi um roteiro que passe pelo norte do Paraguai... Alguém conhece!?!

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E aí Thiago,

Cara, não conheço ninguém que tenha feito esse roteiro cruzando o Paraguai para entrar no norte da Argentina. Não é um trajeto normal, nunca ouvi falar. No Paraguai conheço a estrada que liga Ciudad Del Este até Assunción, a estrada é boa, mas se entrar ali para a Argentina acho que acaba ficando mais longe pq teria que descer a Resistência. E pelo norte acho que nem tem estrada asfaltada na divisa da Argentina com o Paraguai. Mas seria o caso de dar uma pesquisada melhor.

Até onde eu sei, geralmente quem vai para o Atacama faz o trajeto que fiz. Quem vai para a Bolívia dá pra ir até Salta também e fazer a fronteira em La Quiaca e seguir para Potosí, ou ir por Corumbá-Sta Cruz de La Sierra e descer. E quem vai para o Perú ainda pode rodar pelo Brasil e entrar pelo Acre.

Abs

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Offline mcamillo

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #12 Online: Dezembro 07, 2017, 07:09:38 pm »
Olá mcamillo,

Este seu post não poderia ter vindo em melhor hora!! [punk]
Estou com esse mesmo projeto marcado para abril/2018.
Sairemos em 2 motos de Blumenau/SC,  mas faremos o sentido contrário ao seu.
A idéia é sair por São Borja, passar por Códova, Mendoza, Vina del Mar, aí subir em direção a San Pedro de Atacama.
Nosso roteiro fechou em 19 dias.

Muito boa a dica da oficina em La Serena, será um bom lugar p/ fazer uma troca de óleo...
Outra dica importante foi essa sobre a avenida em Corrientes onde não se pode trafegar de moto! Acredito que, mesmo vindo no sentido contrário ao seu, vou ter que me atentar a esse detalhe tb, certo?

Valeu pelas informações, e provavelmente ainda irei te incomodar com algumas perguntas nos próximos meses. Hehehe.

Salve Eduardo!
Legal que vc é de Blumenau, estamos perto então! Volta e meia sai um bonde daqui quando tem evento na sede dos Gárgulas... Qualquer hora podemos marcar de tomar umas e conversar pessoalmente  [beer]

Maneiro esse teu roteiro aí, praticamente a mesma coisa que o meu! Quanto à ponte, a proibição vale para os 2 sentidos da avenida, mas acho que vai ser até mais fácil para vocês, já que é só deixar a pista principal na primeira saída que tiver para a via lateral. No lado de Resistência não tem esse problema, é uma pista só.

O que precisar é só dar um alô, não é incômodo nenhum!

Abs

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Offline Marleta

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #13 Online: Dezembro 08, 2017, 12:36:44 pm »
ca-RA-Lho
Depoimento muito foda amigo. Gostei muito e isso anima demais poder me planejar pra fazer também

Offline mcamillo

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Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #14 Online: Dezembro 08, 2017, 04:46:46 pm »
ca-RA-Lho
Depoimento muito foda amigo. Gostei muito e isso anima demais poder me planejar pra fazer também

Valeu Marleta!
A ideia é essa mesmo.
Nos encontramos na estrada!  [punk]
 
Abs

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Forum Harley

Re:Viagem ao Atacama - novembro de 2017 - roteiro, relato e vídeo
« Resposta #14 Online: Dezembro 08, 2017, 04:46:46 pm »